Showing posts with label books/reading. Show all posts
Showing posts with label books/reading. Show all posts

Tuesday, February 18, 2014

Um livro e um esfregão da louça / A book and a dish scrub



Acabei há uns dias de ler o livro Zéro Déchet, a  tradução francesa do livro de Bea Johnson Zero Waste Home: The Ultimate Guide to Simplifying Your Life by Reducing Your Waste.

Foi no blog da autora - Zero Waste Home - que fiquei a conhecer o livro e que me dei conta de algo que já suspeitava: que afinal, não era assim tão "verde" como isso... Esta históia fez-me repensar seriamente a quantidade de lixo gerado pela minha família e o impacto ambiental por nós causado diariamente.  Como resultado destas leituras, já implementei algumas mudanças nos nossos hábitos, mas ainda pretendo fazer mais. Estamos ainda (muito) longe de produzir zero resíduos (ou cerca de um litro por ano, como a família da autora), mas acredito que quiasquer pequenos passos na direcção correcta valem a pena, pois ir-se-ão acumulando ao longo do tempo. E o que não falta neste livro são dicas, ideias e receitas para o conseguir. Algumas não são possíveis para mim, outras não fazem sentido no meu caso particular e outras, ainda, são talvez demasiadamente radicais, mas irei sem dúvida experimentar várias.

Aqui estão duas actualmente postas em prática:
- Se bem que há muitos anos que levava os meus próprios sacos de plástico quando ia ao supermercado, passei também a levar sacos para a fruta e legumes, e caixas de vidro com tampa para as compras no talho. Também recuso os sacos nas outras lojas (de roupa, farmácia, livraria, etc.) excepto em casos muito especiais (tenho que melhorar isto)
-Acabei com os esfregões da louça sintéticos, de que nunca gostei. Agora uso um de metal, para as coisas difíceis, e fiz um de lã, pondo a uso os meus dotes de crochet que uso tão raramente. São mais saudáveis, biodegradáveis e baratos.

Estas estão na minha lista de ideias a tentar proximamente:
- Rimel caseiro
- Creme caseiro
- Cola caseira

Uma das principais lições que retirei deste livro foi que para além dos três "R" (Reduzir, Reutilizar, Reciclar), há um outro, talvez o mais importante, e que deve vir primeiro que os restantes: Recusar. Porque produzir menos lixo resume-se muitas vezes a recusar a sua entrada nas nossas casas. Mas a sobre-utilização, sobretudo do plástico, mas também do papel, está tão banalizada, que algo tão simples como recusar este excesso acaba por se tornar difícil, a menos que façamos um constante esforço para estarmos conscientes daquilo que aceitamos e trazemos para casa.



I've just finish reading Zéro Déchet, the French translation of Bea Johnson's book Zero Waste Home: The Ultimate Guide to Simplifying Your Life by Reducing Your Waste.

I first heard about this book while reading the author's blog  Zero Waste Home which was my first wake up call to realise I was no as "green" as I used to think... Bea's story made me rethink the amount of waste that my household produces and the kind of environmental impact I make, every day. I already made a few changes in my life as a result of this read, and I still want to implement more changes. We are (very) far from producing zero waste (or a one liter size jar of garbage per year, as her family does), but I firmly believe that any small steps in the right direction will add up in the long run and are therefore worth a try and Bea's book is full of tips, ideas, and recipes. I will not adopt all of them - some are not possible for me, others do not make sense in my particular case and still others I find too extreme - but I will definitely try several of them. 

These are two already ongoing ones:
- I am bringing my own containers when purchasing some kinds of food to avoid bringing more plastic bags into my home. I already used reusable bags for supermarket shopping, but now I'm also bringing my own bags for fruit and legumes and glass containers for meat. And I also refuse bags when shopping for clothes, books, or other items except for very special situations (I still have to improve this, anyway)
- I decided to ban synthetic dish scrubs (I never actually liked them) and I made my own using my seldom used crochet skills. They are healthier, cheaper, and made of natural biodegradable wool.

And these are on my list to try:
- Home made mascara
- Home made balm
- Home made glue

One of the main lessons I took from this book is that in addition to the 3 "R" (Reduce, reuse and Recycle), there is another "R", probably the most important of all and which should come first: Refuse. This is because producing less waste often resumes to prevent it from entering our homes. The problem is that the over-use of plastic (mainly) is so common nowadays that one must be constantly alert to avoid it from surreptitiously entering our lives.

Sunday, July 28, 2013

Leituras de Fim-de-Semana: A Bolsa ou a Vida / Weekend Reads: Your Money or your Life


cartoon by Cal Grondahl from the book The Network Marketing Game, 1997 by Jon M. Taylor

Conhecem aquela sensação de começar a ler um livro e encontrar imensas coisas que vão exactamente de encontro aquilo que pensamos desde há muito tempo, mas que nunca tínhamos conseguido pôr em palavras? Ou até tínhamos, mais ou menos (tal como eu fiz aqui, a propósito do valor monetário que podemos atribuir ao nosso tempo), mas de uma forma muito mais rudimentar e menos elaborada?

Bom, isto é exactamente o que me está a acontecer com o livro que estou agora a ler - Your Money or Your Life (que não consegui encontrar em português, mas julgo que podíamos traduzir como "A Bolsa ou a Vida"), de Vicki Robin e Joe Dominguez.


O que é curioso é que, se eu tivesse pegado neste livro numa livraria, teria certamente voltado a poisá-lo no expositor depois de uma vista de olhos à capa e não voltaria a pensar mais nele. É que a capa está cheia daquelas frases do tipo "como deixar de ter dívidas e começar a poupar", "reordene as suas prioridades materiais e viva melhor por menos dinheiro", etc. Em suma, um típico livro de auto-ajuda sobre finanças pessoais, que não é um tema que me interesse particularmente.

Mas felizmente, eu já tinha lido acerca deste livro em vários sítios (como por exemplo este aqui) e sabia que é um dos casos em que não se deve julgar o livro pela capa. É que lá dentro discutem-se assuntos bem mais interessantes, tais como os conflitos interiores entre os nossos valores pessoais e o estilo de vida que levamos na prática, ou a avaliação das nossas despesas à luz do nosso "propósito de vida", sendo que este propósito implica mais do que trabalhar para atingir um objectivo (reformar-se aos 50, por exemplo) ou adquirir um bem há muito desejado (digamos, comprar uma casa).

A propósito dos  diferentes tipos de motivações que podem estar na base das nossas acções, gostei muito da fábula dos três pedreiros, que desbastavam um grande bloco de pedra, e que ilustra os três tipos de motivação para o trabalho mais frequentes - trabalhar para atingir um objectivo, trabalhar por atribuição de um significado e dedicação:

Um passeante aproxima-se do primeiro pedreiro e pergunta, "Desculpe, o que é que está a fazer?" O pedreiro responde asperamente, "Não está a ver? Estou a desbastar este pedregulho." Aproximando-se do segundo homem, o nosso curioso passeante faz-lhe a mesma pergunta. Este homem olha-o com um misto de orgulho e resignação e diz, "Bem, estou a ganhar a vida para sustentar a minha mulher e os meus filhos." Passando para o terceiro trabalhador, o passeante pergunta mais uma vez, "E você, o que está a fazer?" O terceiro pedreiro volta-se para o visitante, com o rosto a brilhar, e diz com reverência, "Estou a construir uma catedral!"
Moral da história: o significado que atribuímos a uma acção tem origem no nosso interior e não na acção propriamente dita.

Na minha opinião, é um livro de leitura obrigatória, com excelentes conselhos práticos que nos ajudam a olhar para a forma como gastamos o nosso dinheiro como um reflexo da maneira como vivemos as nossas vidas, avaliar se essa é realmente a forma como as queremos viver, e agir em conformidade. O mais provável é virmos a descobrir que andamos a gastar mais do que julgamos valer a pena em coisas que não trazem valor acrescido às nossas vidas, e se calhar poderíamos gastar mais noutras que nos colocariam num caminho mais directo ao nosso propósito de vida. Acho que ao fazer-nos ver o poder e o valor (do ponto de vista financeiro) de nos livrarmos daquilo que é menos importante nas nossas vidas, este livro se pode considerar uma espécie de guia de finanças pessoais em versão para minimalistas.

Tanto quanto consegui apurar, o livro não está traduzido em português, eu comprei-o na versão inglesa e posso dizer que é de leitura bastante fácil - o inglês é simples, sem floreados e acessível.

Entretanto, já enviei um e-mail a uma editora portuguesa a sugerir que o traduzam - para além deste período me parecer propício à publicação deste tipo de livros, acho que é daqueles que vale a pena divulgar, pois pode, realmente, ajudar a fazer as pessoas adoptarem uma perspectiva diferente em relação ao modo como vêem as suas vidas e tentar mudar para melhor. Não sei se a editora vai dar alguma importância ao meu e-mail, mas acredito no poder dos leitores consumidores. Pouco a pouco, vamos construindo catedrais...

* * *

Do you know the feeling when you start reading a book and find in writing many things you've been thinking to yourself, but some of them you've never been able to put into words before, and others you sort of did put them into words (like I did here regarding the attribution of a price to our time) but that book just takes them to a higher level? Well, this is exactly what is happening to me with Vicki Robin and Joe Dominguez Your Money or Your Life, that I am currently reading.

The funny thing is, if I had picked up this book on a bookstore, I've probably put it down after looking at the cover and not give it a second thought. That's because it boasts about teaching how to get out of debt and develop savings,  reorder material priorities and live well for less, etc. In summary, a typical self-help book about personal finances, something that is not in my immediate range of interests.

Fortunately, I had read about this book before (here, for instance) and knew that it discusses things way more interesting and thought provoking, such as inner conflicts between values and lifestyle and evaluating our expenditures in light of our "life purpose", being that "life purpose" is more than simply achieving a goal (retire by 50, for instance) or acquiring some longed-for possession (e.g. buy a house).

I loved the tale about the three stonecutters, each chipping away at a large block, that illustrates  the three most common kinds of purpose - goal, meaning and dedication:

A passerby approaches the first stonecutter and asks, "Excuse me, what are you doing?" The stonecutter replies rather gruffly, "Can't you see? I'm chipping away at this big hunk of stone." Approaching the second craftsman, our curious person asks the same question. This stonecutter looks up with a mixture of pride and resignation and says, "Why, I'm earning a living to take care of my wife and children." Moving to the third worker, our questioner asks, "And what are you doing?" The third stonecutter looks up, his face shining, and says with reverence, "I'm building a cathedral!"
Moral of the story: the meaning we give to an action comes from within us, not by the action.

Back to the book, it really has great practical advice that helps us look at our spending as a reflection of how we're living our lives, judge whether this is the way we really want to be living them and then, act accordingly. Chances are, we'll find we're spending way more than we think is worth on things that don't bring value to our lives and we're might be spending less on others that would put us in a path more aligned with our life purpose. I guess I could say that by showing us the financial value of getting rid of the things that are less important in our lives, this book is a sort of minimalist version of personal finances. By all means, a must read.

Meanwhile, I sent an e-mail to a Portuguese publisher suggesting they translate it - the crisis period we are going through couldn't be more appropriate. I don't know if the publisher will pay any attention to my suggestion but I believe in the power of readers consumers to change things for the better. Little by little, we can build cathedrals...

Sunday, June 16, 2013

Leituras de fim de semana: acerca das férias e das crianças / Weekend Reading: about children and holidays


Com o início das férias escolares, este fim de semana dei comigo a ler uma série de textos, noutros blogs ou sites, em que se falava deste tema, directa ou indirectamente. Trata-se de blogs ou sites que sigo através do Google Reader, mas com a sua desactivação, já daqui a duas semanas, vou ter que arranjar outra forma de o fazer. Provavelmente irei fazê-lo através da “reading list” do Blogger (que contem os sítios da lista da barra aqui do lado direito), mas não vai ser a mesma coisa. Se alguém tiver outras sugestões e quiser deixá-las nos comentários, agradeço.

Mas vamos às leituras:

Gostei muito do texto Frugality and Children, do Trent Hamm, do The Simple Dollar, um sítio que leio com assiduidade, pois gosto da forma simples e prática como fala de finanças, poupanças, gestão do dinheiro e frugalidade, entre outros assuntos. Neste texto, o Trent descreve um dia de férias dos seus filhos e como uma série de actividades e hábitos simples podem ser a melhor forma de crescer de forma saudável e construir memórias que todos terão prazer em recordar no futuro.

Marquei nos favoritos esta Garden hobbit house, da Sarah, do Imagine Childhood. Este blog é dos mais bonitos que conheço e tem uma loja associada com brinquedos escolhidos a dedo, que teriam feito a minha felicidade há 35 anos atrás. Alguns deles fazem agora a felicidade das minhas filhas. Neste texto, ensina-se a fazer uma casa de jardim para um hobbit, que podemos adaptar para duendes, fadas, ou simplesmente sapos, que serão os inquilinos mais prováveis...

Também guardei nos favoritos o Diário de Vacaciones, da Marvan, do Orca: Observar, recordar, crecer y aprender. Este blog (escrito em espanhol) relata o dia-a-dia de uma família hispano-belga que educa os seus filhos em regime de ensino doméstico e contém um manancial de informação e ideias interessantes tanto para pessoas que pratiquem ensino doméstico como para as que têm os filhos no ensino convencional.

Gostei muito do post This Week in my garden: June 13, da Amanda Soule do blog Soule Mama (escrito em inglês), que sigo há já bastantes anos. Gosto das descrições da vida simples desta família e encontro sempre aqui muitos motivos de inspiração e desta vez fiquei a pensar em escrever um post sobre a nossa horta e participar no desafio que ela aqui lançou.

Para terminar, Guest Post @ A Soma dos Dois, um post convidado, como o título indica, da Constança Cabral, do Saídos da Concha, um blog bilingue (português/inglês), que fala de tudo um pouco: decoração, culinária, costura, jardinagem, livros... Neste post a Constança fala dos seus livros de infância favoritos e dos do seu filho, de 3 anos.

and now in English:

With the beginning of the summer holidays, I found myself reading several texts that inspired me with ideas to put in practice with my children during the months ahead. These texts are either from other blogs or sites that I follow through Google Reader, but now that my favourite News Feed Reader is being discontinued, I'll have to find another way to keep updated. I'll probably do it through Bloggers' Reading List, but it will not be the same. If you have any suggestions, please drop me a line in the comments below.

But let's talk about the reading.

I really liked Trent Hamm's text Frugality and Children, at The Simple Dollar, a site I visit regularly because I like the simple and practical way it talks about finances, savings, money management, frugality and so much more. In this text, Trent describes a day in the life of his children, filled with activities and habits that although simple, can be the best way to grow healthy and build long lasting memories.

I added to my “favourites” list this Garden hobbit house by Sarah from Imagine Childhood. This blog is one of the most beautiful I know. It has an associated shop with carefully selected toys that would have made me happy 35 years ago. Some of them make my children's happyness today. In this post, we learn how to build a garden hobbit house, that we may adapt as a fairy or elf house (my kids don't know who the hobbit is yet) or most probably as a toad's house.

Also added to my favourites list is this Diário de Vacaciones (Holiday Journal), by Marvan from Orca: Observar, recordar, crecer y aprender. This blog (written in Spanish) is itself a journal of a Spanish-Belgian homeschooling family that always has loads of interesting information and ideas both for homeschoolers and children attending regular school.

I really liked Amanda Soule's post This Week in my garden: June 13, from Soule Mama, a blog I follow since several years ago. I like the stories of the simple life of this family with five children and I always find inspiration from reading it. This time it left me thinking about writing a post about our vegetable garden.

Finally, I liked to read about a mama and his 3 year old favourite books in the GuestPost @ A Soma dos Dois, by Constança Cabral from Saídos da Concha, a bilingual blog like mine (Portuguese/English) about several of the things I like: gardening, books, decoration, cooking, sewing...

Sunday, June 9, 2013

Leituras de fim-de-semana: O Poder do Menos / Weekend reading: The Power of Less


Já tenho escrito algumas vezes sobre os livros que estou a ler e gostar, mas sempre de uma forma bastante irregular. Em parte porque, evidentemente, nem sempre gosto o suficiente dos livros que leio para os recomendar. Mas algumas vezes também acontece os temas dos livros não terem muito que ver com os perfil deste blogue. A principal razão, no entanto, parece-me que é mesmo o facto de ultimamente eu andar a ler muito menos do que gostaria...

Gosto muito de ler e apesar de não chegar aos pés de alguns leitores que conheço através do BookCrossing ou do GoodReads (dois sites que recomendo vivamente a todos os que gostam de livros), já houve anos em que li bem mais do que agora. Não leio para atingir um determinado número de livros, nem avalio um “bom ano” de leituras como aquele em que li muitos livros. Nestas coisas, como em tantas outras, é a qualidade, e não a quantidade que interessa. Mas desde que me inscrevi nestes dois clubes de livros, passei a ter informação exacta acerca dos livros que leio, pelo simples facto de os registar nos sites e escrever um comentário cada vez que acabo de os ler. Foi assim que passei a saber exactamente quão menos tenho andado a ler nos últimos anos. E a verdade é que sinto falta de ler mais, de conhecer novas histórias e novos autores, dos momentos de calma e silêncio passados com um livro nas mãos, que ajudam tanto a relaxar no final (ou início) de um dia de trabalho.

Por esta razão, e para me ajudar a ler mais, decidi começar a escrever aqui, com mais regularidade, acerca dos livros que vou lendo.
Hoje vou falar sobre um livro que terminei há poucos meses, mas que é daqueles que contém informação à qual sei que vou recorrer uma e outra vez, ou ideias que vou tentar aplicar no dia-a-dia. O livro chama-se The Power of Less: The 6 Essential Productivity Principles That Will Change Your Life, de Leo Babauta. Leo Babauta é um blogger que escreve sobre vida simples e minimalismo, cuja escrita eu já conhecia e apreciava, através dos seus blogs ZenHabits e mnmlist.com. Ainda assim, gostei de ler este livro, que inclui bons conselhos para quem procura colocar um pouco mais de ordem no dia-a-dia demasiado ocupado, ser mais produtivo e concentrar-se naquilo que é mais importante. Na verdade, nada do que aqui é dito é verdadeiramente revolucionário ou inovador, muito é mesmo simples bom senso, por vezes tão simples que dei comigo a perguntar-me porque razão não tinha ainda pensado nisto ou naquilo... Uma coisa que gostei neste livro foi o facto de muitas das propostas que o autor faz se basearem na sua própria experiência. Gostei também do humor da escrita, que torna a leitura ainda mais agradável. Eu li este livro na versão original em inglês, mas sei que existe uma tradução em português, e embora não a conheça, aqui fica o link, se alguém quiser pesquisar: O Poder do Menos. A Ilustre arte de se limitar ao essencial... nos negócios e na vida.

 and now in English:

I've posted in the past about books I was reading and enjoying at the time but I've done it on a fairly irregular basis. On one hand, because I obviously don't enjoy everything I read enough to post about it, but also because sometimes, I find the subject matter is not related to the main content of my blog. But the main reason is really because I've been reading way less than I'd like to.

I love reading and although I don't come near to some heavy readers I know from BookCrossing or GoodReads (two sites I highly recommend to all booklovers), I've had years in the past when I managed to read way more than nowadays. Don't get me wrong, I do not read to achieve some set number of read books, nor do I evaluate a “good reading year” as a year when I've read a big number of books. It's the quality and the enjoyment they provide that counts, of course. But since joining those two bookclubs, I get an automatic reading count just by registering my books and marking them as read whenever I write a review. And that's how I came to know exactly how much I've been reading, year after year and the fact is that I've been reading way less than I'd like to. And I miss it. I miss getting to know new stories and new authors and I miss the quiet time spent with a book on my lap. For me, it is one of the best ways to relax from a working day and slow down from the sometimes faster than desirable day-to-day pace.

So as a way to help me commit to read more often, I've decided to post more often about my reads.

Today I am posting about a book I finished a couple of months ago, but because it is one of those that sticks with you, I thought it made sense to write about it, even if some time after I've finished it.

Leo is a simplicity blogger and author and I already knew and liked his writing from his blogs ZenHabits and mnmlist.com. Even so, it was a pleasure to read this book, that has very good advice on how to put some order in our daily busy lives, concentrate on what is really important and get more done. Nothing revolutionary - most of it is plain common sense and simple advice - sometimes so simple that we wonder why we haven't thought about it... I like the fact that most of the actions proposed by the author are based on his own experience and I also liked the humour throughout the book that makes the reading so much fun.

Tuesday, April 24, 2012

Limpezas de Primavera / Spring cleaning


A chegada da Primavera traz-me sempre uma enorme vontade de fazer limpezas e organizar as coisas cá em casa - as famosas limpezas de Primavera.

Mas este ano, vai ser diferente. Ao invés de me limitar a limpar e re-organizar, eliminando meia dúzia de coisas estragadas ou que deixaram de ser úteis (brinquedos velhos, roupa que já não serve, etc.), decidi dedicar-me seriamente a pensar sobre a utilidade e o valor de cada objecto que fui acumulando ao longo dos anos. Será que realmente o uso? É útil? É importante, sob qualquer outro ponto de vista? Porque é que o guardei? Decididamente, esta "limpeza" não vai ser coisa para um fim de semana, provavelmente, vai-se prolongar por vários meses, mas acho que vai valer a pena. Paralelamente à limpeza dos objectos físicos, vou fazer uma outra, que acaba por estar relacionada com a primeira, embora à primeira vista isso possa não parecer muito evidente. Trata-se de pensar seriamente sobre a forma como ocupo o meu tempo (o mais precioso dos bens...) e procurar optimizá-lo, eliminando o que não tem valor, para que me sobre mais tempo para o que realmente é importante.

O esboço lá de cima reflecte o início deste esforço. É insignificante, mas ao mesmo tempo tem muito significado, pois foi feito ao fim de muitas semanas sem pegar em papel e lápis, durante uma tarde bem passada com o L. e as miúdas, a desenhar, a ler, a observar aves e a desfrutar das inigualáveis paisagens transmontanas.

A leitura em questão, que recomendo a todos os que se sentem atraídos por uma vida mais simples, mas com mais sentido é Minimalism: Essential Essays, de Ryan Nicodemus e Joshua Fields Millburn, que está, até ao dia 25 de Abril, disponível na Amazon gratuitamente, por iniciativa dos autores, que em troca apenas pedem uma crítica sincera ao seu conteúdo. Recomendo igualmente o blogue destes dois americanos, onde podem encontrar alguns dos ensaios contidos no livro: The Minimalists.

* * *

The arrival of Spring always brings me a great urge to clean and organize my home - the famous Spring cleaning...

However, this year, it will be different. Instead of just cleaning and re-organizing, eliminating a few broken or unuseful things in the way (old toys, clothes that don't fit anymore, etc.), I decided to dedicate serious thought to each of the objects I've been accumulating along the years. Do I really use it? Is it useful? Is it important in some other way? Why am I keeping it? Definitely, this spring cleaning won't be something to get done with in a weekend. It will most likely extend for several months, but I think it will be worth it. Because in parallel to the physical clutter, I will also be thinking about the things that are cluttering my mind and my time and seeking ways to eliminate what is not important, to be able to focus on what really is.

The sketch above is a reflection of my first efforts. It is insignificant, but at the same time it has great meaning because it was done after many weeks without touching pen and paper, during a great afternoon spent with my husband and children: drawing, reading, birdwatching and hiking in the beautiful Trás-os-Montes countryside.

The book I'm reading is Minimalism: Essential Essays, by Ryan Nicodemus and Joshua Fields Millburn. I reccommend it to all of those that feel drawn towards a more simple, more meaningful life. The authors are offering a free copy until April 25th, in exchange for a review. I really think the book is worth your time, as well as the authors blog, where you can find some of the essays contained in the book and many more: The Minimalists.

Saturday, January 21, 2012

Sugestão de Leitura / Reading Suggestion



Este livro veio-me parar às mãos através do Bookcrossing, uma comunidade de leitores online que partilha livros e segue os seus percursos através dos vários leitores por onde vão passando.
Não posso dizer que aprendi muitas coisas com este livro, mas gostei muito de o ler. Cá em casa também se recicla, também se reutiliza, evitamos o consumismo e o esbanjamento de energia e de água e também perdemos algum tempo a fazer escolhas quando compramos alguma coisa - menos produtos embalados, menos sacos de plástico, electrodomésticos energeticamente mais eficientes... Mas a verdade é que podíamos fazer muito mais... Mas também não foi por me lembrar disso que gostei do livro.
Do que realmente gostei, foi de todas as reflexões paralelas acerca do significado real que o consumo tem nas nossas vidas, de que forma consumir contribui - ou não - para as melhorar. O que é que nos leva a trabalhar cada vez mais, para podemos comprar cada vez mais coisas, sendo que uma considerável parte delas acabará por ir parar ao lixo passado pouco tempo? E de que forma abdicar de certas comodidades e passar a ter mais trabalho com algumas tarefas pode contribuir para a nossa felicidade, ao acarretar uma série de mudanças no nosso estilo de vida?
Embora à primeira vista este livro possa parecer um relato "levezinho" e divertido de mais um americano que quis ganhar protagonismo através de uma mudança radical de vida, na verdade trata-se de um testemunho honesto e bastante inspirador. Porque a verdadeira questão não é se cada um de nós, através da acção individual, pode realmente fazer alguma diferença no estado crescente de degradação do nosso planeta. A questão é se estamos dispostos a tentar e a agir de acordo com a nossa consciência, ou se preferimos viver alheados sem dedicar cinco minutos a pensar nas consequências dos nossos actos. Pelo que me toca, já fui buscar os lenços de pano que tinha guardados no fundo do armário e que andava há anos a pensar recuperar para substituír os de papel. Já nem me lembrava como são tão mais macios e confortáveis que os outros... E vou, certamente, apurar ainda mais os cuidados que já tinha no que toca à produção de lixo, especialmente no que se relaciona com as embalagens de plástico. Eis algumas das minhas resoluções para este ano:
* comprar ainda mais produtos frescos e menos embalados, e de preferência de origem local
* deixar de comprar farinha no supermercado e passar a comprá-la na moagem que existe na minha cidade. É feita a partir de cereal da região (menos energia gasta em transportes), acabada de moer (mais rica em nutrientes), vem em sacos de 5 ou 10 kg (menos lixo). Para além de tudo isto, cada vez que comprar um saco, sei que estarei a contribuir para a manutenção do emprego de uma série de pessoas, desde os agricultores que cultivaram o cereal e contribuem para manter algumas das paisagens nordestinas de que tanto gosto, até aos trabalhadores da moagem, que são bem simpáticos, tal como pude avaliar em primeira mão há uns anos atrás quando lá fui fazer uma visita com as minhas miúdas.
* comprar menos envelopes e reutilizar mais envelopes velhos, assim como outras embalagens. Já tenho feito envelopes com folhetos de supermercados e caixas de cereais viradas do avesso (funcionam mesmo bem, são resistentes e ficam uns pacotes mesmo bonitos)
* voltar a usar as minhas canetas de tinta permanente (tenho várias, e em tempos usava-as muito, mas a certa altura não sei porquê, mas provavelmente por preguiça, deixei de as usar
* passar a beber menos café - vem de muito longe, e o solúvel, para dizer a verdade, nunca me inspirou grande confiança (o que é que lhe farão para ficar tão solúvel? ). Para compensar, proponho-me beber mais chá - dos Açores, pois claro, ou então infusões do meu limonete e da minha erva cidreira - para dizer a verdade, até gosto mais de chá, mas bebo café mais vezes, lá está, por preguiça...

Estas são algumas das minhas resoluções. Gostava de conhecer as vossas.

* * *


This book came to my hands through Bookcrossing, an online reading community that tracks and shares books.
I can't say I learned a lot from it, but I enjoyed reading it immensely. In our family we already try to be very conscious about what we buy, what we waste, what we eat, etc. Although we could do a lot more... But reminding me about this was not the reason I enjoyed this book either.
What I really liked were all the parallel thoughts about the real meaning that consuming has in our lives. How does it contribute - in case it does - to improve them? What drives us to work more and more time, to be able to buy more things, most of which we'll sonner than later throw away? And what if, by giving up some of these comodities and becoming in charge of new tasks we find a new kind of fulfillement that comes with a change of lifestyle?
Although at first sight this may look like another flashy book of some obscure American writer looking to be advertised, in fact it is a very honest and inspiring account of someone who drastically changes his (and his family's) lifestyle so that it made less impact on the environment. Because the question is not whether one person, as an isolated individual, can make a difference. The real question is: are we willing to try and live according to our conscience? Or do we prefer to take the easy road and abstain from thinking about the consequences of our actions?
As for myself, I've just went to the bottom of my drawer and dug out the old cotton handkerchiefs I used when I was about my kid's age. I hardly remembered how much softer and confortable they are than the pieces of paper we've got so used to. And I'll certainly refine some habits, especially regarding reducing the amount of plastic garbage we produce whenever we go out shopping. Here are some of my new year green resolutions:
* I will buy even more fresh produce and less packaged / preserved food, from local origin as much as possible
* I'll start buying flour in our local small milling plant instead of the supermarket. Its made out of local cereal (less energy and fuel spent in transportation), freshly grinded (more rich in nutrients), comes in large 5 or 10 kg pacages (less packaging). Plus, each time I go there, I'll know I am helping local workers and farmers to keep their jobs (while maintaining some of the northeastern landscapes I love so much)
* I will buy less envelopes and reuse more. I've made some really nice ones using old supermarket leaflets and empty cereal boxes turned inside out (they are great for books because they are sturdy and they turn out really neat!)
* I will look for my fountain pens and start using them again - I have several which I really like and I used them a lot many years ago but somewhere along the way, they've gradually been replaced by ugly plastic ballpoints, I really don't know why, but I guess because it was easier...
* I will drink less coffee - it travels a long way and the instant one... well, to tell the truth, I've never quite trusted it (what is it that they do, to transform plain simple coffee powder into those puffed grains that are so soluble?). I will replace it with tea - from the Azores, of course, as well as some infusions from my home-grown herbs - to tell the truth, I prefer tea rather than coffee, but I end up drinking more coffee because... you guessed - its easier...

These are some of my resolutions. I'd love to hear about yours.

Tuesday, May 26, 2009

New books in the mail

Field Guide to the Dragonflies of Britain and Europe
Depois de consultar uma série de colegas, de folhear livros emprestados e de fazer buscas na internet, acabámos, finalmente, por escolher e encomendar um guia de campo de identificação de libelinhas e um atlas da flora espanhola (que serve para a maioria das plantas de Portugal). Chegaram ambos esta semana pelo correio.
O guia de libelinhas possui fotografias e ilustrações de grande qualidade, não só dos animais completos (machos, fêmeas, juvenis e variações em cada um, sempre que relevante), como de pequenos pormenores anatómicos, sempre que sejam importantes para distinguir as espécies. É um mundo fascinante, de insuspeitável variedade e complexidade, eu diria que muito mais que o das borboletas, que ultimamente têm ocupado os nossos dias...
O atlas da flora é um mundo, em dois volumes de mais de 700 páginas cada um... Está muito bem feito, com chaves dicotómicas que permitem identificar famílias e espécies, mas não é tão bonito como o das libelinhas, pois é ilustrado maioritariamente com fotografia, limitando-se as ilustrações a pequenos detalhes importantes para a distinção de certas espécies. E neste campo, já se sabe, eu sou um tanto tendenciosa! Seja como for, neste caso, o lado prático da questão é o mais importante, e o objectivo primeiro é o de conseguir melhorar os meus conhecimentos botânicos e identificar correctamente as espécies que me vão despertando a curiosidade. Vamos ver como me saio! Quem sabe um dia, retomo uma ideia antiga que em tempos discuti com um amigo botânico, de fazermos um guia da flora desta região, com textos dele e ilustrações minhas (como se não tivesse já o suficiente que fazer...)
Olhando para os livros que acabam de chegar e vendo a paisagem através da janela, sinto-me cheia de sorte por viver aqui – um dos últimos “hotspots” de biodiversidade da Europa, que de alguma forma tem conseguido sobreviver, apesar de todas as auto-estradas, parques eólicos, barragens e TGVs. Se ao menos um maior número de nós (políticos incluídos) tivesse consciência da incrível riqueza daquilo que ainda possuímos...

After consulting with several colleagues, browsing through borrowed books and searching the web, we've finally chose and ordered a field guide to dragonflies and an atlas of the Iberian flora. Both arrived this week!
The dragonflies field guide has photographs and high quality illustrations, not just of the whole animals (males, females, juveniles and individual variations whenever relevant), as well as little anatomical details, whenever they are important to allow identification. It is a fascinating world of unsuspected diversity and complexity – I would say much more than that of butterflies, which have been filling our days lately..
The atlas of flora is a whole world inside two volumes of more than 700 pages each... It is a great work with keys that allow the identification of plant families and species but not as pretty as the dragonfly guide, for most of the pictures are photographs and illustrations resume to small black and white details needed to identify some of the species. And in this field, you know, I always prefer if everything is illustrated! Anyway, the practical side of the matter is what counts here and I believe this is the closest thing I can get to a thorough identification guide. Let's see how I manage to improve my botanical knowledge and my identification skills! Who knows one day I'll pick up an old idea once discussed with a botanist friend of creating a plant guide of our region, written by him and illustrated by me (as if I haven't enough to do already...)
All in all, looking at these books that have just arrived and looking outside through my window, I feel really lucky to live in one of the last of Europe's biodiversity hotspots that somehow manages to strive despite all the highways, windfarms, dams and high speed trains that lurk in the horizon. If only a larger part of us (politicians included) was aware of the incredible richness we still have...

Monday, February 2, 2009

Currently reading...

Durante as minhas pesquisas na internet a propósito do ensino doméstico, encontrei um blogue muito interessante chamado Handbook of Nature Study by Anna Botsford Comstock unknown edition [Paperback(1986)]. É o diário das explorações pelo mundo natural de uma família americana. Para além do relato das suas experiências, ilustrado com belas fotografias, é costume lançarem regularmente desafios à participação de outras famílias, com base nas actividades propostas num livro antigo (1922), mas cheio de informações correctas e interessantes. O livro está disponível aqui, de forma gratuita, uma vez que já se encontra no domínio público, e foi assim que o comecei a ler. Estou a gostar muito, e cheia de vontade de pegar no caderno dos desenhos e ir para o campo...

During my web browsing through homeschooling subjects, I came across a wonderful blog called Handbook of Nature Study. It is the online nature journal of an American family, illustrated with fine pictures and hosting regular challenges to other families based on Anna Comstock's book Handbook of Nature Study. It's an old book (1922) but full of correct and very interesting information.
The book is available here for free download. I'm just starting to read it and already loving it, urging to pick up my sketchbook and go out to the field...

Tuesday, December 2, 2008

Bats for everyone


Este era o aspecto do meu estirador há umas semanas atrás. Estava a trabalhar numas ilustrações para um livro infantil sobre morcegos, escrito por uma amiga. De repente, as minhas duas filhas desataram a desenhar morcegos a toda a hora... e aqui ficam alguns dos resultados.

This is how my desk looked some weeks ago. I was working on some illustrations for a kid's book on bats written by a friend. Suddenly, both my kids developed a weird urge to draw bats... and here are some of the results.

Friday, February 22, 2008

My book is out!


Já está pronto desde o final do ano passado, mas só há pouco tempo é que consegui reunir coragem e lê-lo neste formato definitivo, tal era o medo de encontrar gralhas! Felizmente, não são muitas e o projecto gráfico da 1000olhos ficou realmente bonito.
Para mais informações ou para adquirir o livro podem ir aqui ou aqui.

It has been ready since the end of December, but it has only been a while since I could convince myself to actually read it in it's final format, such was the fear to find too many misprints. Fortunately, they're not too many and the graphic project by 1000olhos turned out really great. For more information or purchasing this book on biological swimming pools, you can go here or here.

Monday, November 5, 2007

Almost ready!


Está quase pronto, o livro sobre piscinas biológicas em que trabalhei durante o final do ano passado e início deste ano. Este fim de semana estive a fazer a revisão das provas e estou mesmo contente com o aspecto gráfico conseguido pela 1000Olhos. O livro vai estar pronto no final do mês e pode ser comprado aqui. Ficam duas páginas, para dar uma ideia do aspecto que vai ter.

The book on biological pools I've been working on from the end of last year till the beginning of this one is almost ready. I've been proofreading all weekend and I'm really happy with the layout achieved by 1000Olhos. The book will be out by the end of this month and it can be purchased here. Above are two pages, to give you an idea of how it will look like.

Thursday, November 1, 2007

Weee!



Estou tão contente! Depois de alguma discussão no forum do BookCrossing, decidimos que eu prepararia a arte final para as propostas 1 e 2 de ilustrações para as novas etiquetas para livros do BookCrossing, e que a Marcenda as enviaria, juntamente com uma nota explicativa, à equipa da organização americana para ver o que eles achavam. E aqui está a resposta deles: O trabalho é lindo! A ideia que lhe está na base é perfeita. Estou entusiasmada com aquilo que propuseram! Vou enviá-lo ao nosso designer gráfico para que ele o integre numa nova etiqueta e depois envio-a novamente a vocês para que a vejam antes de ir para a gráfica.Iupiii!
I'm so happy! After some discussion in the BookCrossing forum, we've decided that I would prepare final artwork for
proposals 1 and 2 for new BXing labels and Marcenda would send them together with an explanation note to the BookCrossing staff to see what they thought of it. And here's their reply: The art is lovely! The idea behind it is perfect. I'm thrilled with what you've come up with! I'll send it to our graphic designer to lay up in a new label and send it back to you for viewing before we go to print.Weee!