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Working again: these are three rough sketches of the same garden. I want to make a watercolour painting and am trying to decide which perspective to use.Having a hard time, as I like them all...

Já lá vai algum tempo, mas sabem como é nesta altura do ano... Fica uma imagem da serra de Montesinho com neve (aguarela s/ papel Arches). Boas Festas para todos!
Este é mais um desenho feito no fim de semana de observação de aves. Do outro lado do caminho, em frente ao observatório, fica esta ruína, que foi em tempos um pombal. Construído em adobe, a erosão do vento e da chuva deram-lhe este aspecto arredondado, que em conjunto com as cores quentes da terra, resultam numa estrutura muito bonita. Mesmo em ruínas, continuam a ter um importante papel como habitat de nidificação para uma pequena espécie de falcão, os peneireiros-das-torres. Apesar de nesta altura do ano eles estarem longe, em sítios onde os invernos são mais suaves, as ruínas não estavam vazias: um minúsculo mocho-galego olhava-nos, poisado na zona mais perto do chão.
No fim de semana passado fomos a um sítio fantástico do outro lado da fronteira. Bem no interior da província espanhola de Castilha-Leão, a paisagem é uma enorme planície de terra árida, cultivada de vastos campos de cereais, onde se podem observar grupos de abetardas a pastar, umas aves enormes que fazem lembrar vagamente as avestruzes. Em tempos, estas terras estiveram cobertas pelo mar e vestígios da sua presença podem ainda hoje ser observados: são as numerosas lagoas de água salobra, que albergam uma avifauna muito rica, tal como os gansos e os patos que vimos às centenas. Aqui em cima está um dos desenhos que fiz - mostra o observatório de aves de Otero de Sariego. Foi feito com caneta preta,mas depois apeteceu-me dar-lhe um bocado de cor. Como não tinha levado nada, socorri-me dos lápis de cor das miúdas...
Pouco tempo depois de ter regressado de férias, um amigo falou-me de um curso de aguarelas, que ia ter lugar na nossa cidade, organizado por uma galeria de arte que abriu recentemente e que eu andava a querer visitar há já algum tempo. Assim, juntei o útil ao agradável, inscrevi-me no curso, e antes da primeira aula, visitei a galeria. Gostei imenso dos trabalhos expostos: as lindíssimas e estranhas esculturas em madeira e metal de João Ferreira (vejam esta e esta) e as belíssimas aguarelas de Manuel Ferreira, o nosso professor (podem ver uma aqui). A imagem mostra o meu primeiro (e até agora único) trabalho feito durante o curso, uma vista da parte antiga da cidade, dentro das muralhas do castelo. A casa do lado direito, ao fundo, foi inventada por mim, em substituição de uma mais feia que, na realidade, lá está. Uma das coisas boas que desenhar e pintar nos permite, é mudarmos a realidade como nos parecer melhor!





Sexta-feira à tarde tive uma daquelas consultas médicas que nos fazem perder horas e horas numa sala de espera. Por isso levei dois livros, o caderno de desenhos, uma tablete de chocolate e uma garrafa de água. Fiz bem. Houve tempo para vir cá fora fazer dois desenhos - o que saiu melhor foi esta vista do castelo - num sítio muito agradável, quase no topo de uma colina por cima do rio, em frente à parte antiga da cidade. Sentei-me num muro de pedra, de costas para o carro vermelho estacionado à sombra da pequena capela - espero não ter incomodado demasiado os namorados, mas julgo que não, pois eles lá continuaram... Meia hora mais tarde regressei à clínica e ainda tive tempo para acabar um dos livros, começar o segundo, comer metade do chocolate e esvaziar a garrafa de água. Afinal de contas, nem foi uma tarde mal passada, até porque fiquei a saber que estou de excelente saúde.
Mais um apontamento da cidade onde vivo, mostrando o castelo e os edifícios antigos em volta. Esta é, sem dúvida, a parte mais bonita da cidade. As minhas filhas gostam muito de ir lá acima. Decididamente, temos que lá ir mais vezes, porque para além do mais, o castelo oferece óptimas oportunidades para desenhar. Este foi feito há cerca de dois meses atrás no meu caderno de apontamentos com uma caneta à prova de água e aguarelas por cima.